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Como funciona o TrueReach

Quanto seu plano alcança quando você junta tudo.

Calculadora de cobertura cross-media construída pelo time da WE Mídia, pensada pra uso diário em planejamento, pitch e defesa de número em reunião com cliente.

Essa página existe pra duas situações: você é novo no time e precisa entender o que cada número significa, ou você precisa explicar pro cliente por que o Alcance combinado não é a soma dos alcances individuais.

Em 30 segundos

  1. Vá na aba Calculadora.
  2. Escolha praça, público alvo e janela em semanas.
  3. Digite o budget por mídia. Pra TV, pode entrar com GRP direto do IBOPE. Pra digital, OOH e rádio, basta investimento e CPM.
  4. Os 4 números grandes atualizam na hora.
  5. Na aba Frequência, responda as 6 perguntas pra calibrar a Frequência ideal.
  6. Em Detalhamento você vê quanto cada mídia adicionou de gente nova em cima da líder.
  7. Em Cenários você compara até 5 planos lado a lado.
  8. Se travar em algum termo, role essa página até a seção Glossário.

A pizza

Pense numa pizza com 100 fatias. Cada fatia é uma pessoa do seu público alvo.

Sua TV pega 70 fatias. Seu OOH pega 30, mas 15 dessas a TV já tinha pegado. Então OOH adicionou 15 fatias novas. O plano total cobriu 85 fatias.

Esse 85 é o Alcance combinado. As fatias que foram tocadas mais de uma vez puxam a Frequência média pra cima.

Toda análise daqui pra frente é essa pizza com mais detalhe.

Os 4 números que importam

A Calculadora termina em 4 big numbers. Ler eles em ordem responde a pergunta "esse plano funciona?".

1. Alcance

Quantas pessoas do público alvo viram o plano pelo menos uma vez, em %. É o número de cobertura total.

"esse plano alcança 81% do meu público alvo, considerando todas as mídias juntas e sem contar gente duas vezes".

Se bater 95% ou mais, desconfie. Provavelmente o universo está subdimensionado ou algum TRP foi digitado errado.

2. Frequência média

Quantas vezes, em média, cada pessoa alcançada viu a campanha. É uma identidade aritmética: Total de exposições dividido pelas pessoas alcançadas.

"cada pessoa que viu a campanha viu em média 7 vezes".

Frequência média de 1.5 é plano raso. Frequência acima de 40 é redundância. O sweet spot varia por contexto, e a aba Frequência te dá a referência.

3. Reach @ Frequência ideal+

Quantas pessoas viram pelo menos N vezes, onde N é a Frequência ideal que sai do questionário. Esse é o número que mais importa pra defender o plano.

"Frequência ideal calibrada em 5. Reach @ 5+ é 62%. Ou seja, 62% do meu público viu a campanha pelo menos 5 vezes, suficiente pra lembrar".

Se Reach @ 5+ for muito menor que o Alcance %, o plano tem cobertura mas falta repetição. Considere concentrar budget ou aumentar janela.

4. Pessoas alcançadas

O mesmo Alcance %, agora em valor absoluto.

"2.687.670 pessoas únicas alcançadas no plano".

É o número que entra em pitch deck, em release pra imprensa, em apresentação pra cliente que pediu "quantas pessoas vamos atingir".

Glossário completo

Cada verbete tem definição, fórmula, exemplo e quando o número fica estranho. Use ctrl+F pra achar o termo.

· Alcance %

Quantas pessoas do público alvo viram a campanha pelo menos uma vez, em %.

Alcance = Teto × TRP^Forma ÷ (Velocidade^Forma + TRP^Forma)

Teto, Velocidade e Forma são parâmetros da curva de saturação da mídia (ver verbete Curva de saturação).

Exemplo: TV com 400 TRPs num público de SP A+B 25+ entrega Alcance ~75%.

Quando o número fica estranho:

  • Acima de 95%: revise universo ou inputs.
  • Abaixo de 20% num plano grande: alguma mídia está com TRP zerado ou penetração travada baixa.

· Frequência média

Quantas vezes, em média, cada pessoa alcançada viu a campanha.

Frequência média = TRP ÷ Alcance%

É identidade matemática, não tem estimativa.

Exemplo: 400 TRPs com 75% de Alcance dão Frequência média de 5.3.

Quando o número fica estranho:

  • Maior que 50: provavelmente TRP digitado errado (ex: 4000 em vez de 400).
  • Menor que 1.2: input mínimo, basicamente quem foi exposto viu uma vez só.

· Pessoas alcançadas (Reach #)

Alcance % convertido em valor absoluto.

Pessoas alcançadas = Alcance % × Tamanho do público alvo ÷ 100

Exemplo: 81% de Alcance num público de 3.304.339 dá 2.676.515 pessoas únicas.

Quando o número fica estranho: compara com tamanho do público alvo. Se for muito próximo, suspeite de superdimensionamento.

· Reach @ N+

Quantas pessoas viram a campanha pelo menos N vezes. A tabela mostra N = 1, 3, 5, 7, 10.

Reach @ N+ = Alcance combinado × (1 − probabilidade acumulada de N-1 exposições)

A distribuição é Poisson com média igual à Frequência média. É o padrão de mercado, mesma lógica usada pelo Google Reach Planner.

Exemplo: Alcance combinado 80%, Frequência média 7. Reach @ 1+ = 80%. Reach @ 3+ = 78%. Reach @ 5+ = 72%. Reach @ 10+ = 30%.

Quando o número fica estranho:

  • Reach @ 3+ muito menor que Reach @ 1+: plano cobre muita gente mas pouca vez. Concentre.
  • Reach @ 10+ alto e Reach @ 1+ moderado: campanha intensa em pouca gente. Possivelmente over-frequency.

· Frequência ideal

Quantas vezes a pessoa precisa ver a campanha pra mensagem funcionar. Calibrada por contexto na aba Frequência.

Frequência ideal = 3 + soma(peso × ajuste por contexto)

A base universal é 3, regra clássica de mídia. Os ajustes vêm de 6 perguntas: objetivo da campanha, maturidade da marca, complexidade da mensagem, concorrência da categoria, cobertura desejada e janela temporal.

Exemplo: lançamento de marca nova, mensagem complexa, categoria competitiva. Frequência ideal sobe pra 7. Renovação de marca consolidada com mensagem simples pode ficar em 3.

Quando o número fica estranho:

  • Acima de 12: revise as respostas, pode estar respondendo "extremo" em tudo.
  • Abaixo de 2: difícil de defender pra cliente, costuma indicar erro nas respostas.

· Investimento

Quanto você paga pra rodar a campanha em cada mídia. Input direto.

Quando o número fica estranho: investimento alto e Alcance baixo — possivelmente CPM digitado muito alto, ou TRP forçado pra baixo.

· CPM

Custo a cada 1.000 exposições. Negociado por contrato com cada veículo.

CPM = Investimento ÷ Impactos × 1.000

Pode ser input direto ou calculado. Quando você fornece Investimento e Impactos, o CPM aparece como calc.

Exemplo: R$ 50.000 com 5 milhões de impactos dá CPM de R$ 10.

Quando o número fica estranho:

  • CPM digital abaixo de R$ 3 em campanhas premium: confirme se é vídeo skippable, display run-of-site ou negociação específica.
  • CPM TV acima de R$ 200 em horário nobre: confirme se está usando GRP ou impactos.

CPP de TV é por praça. SP Capital tem CPP de referência R$ 4.366 (bruto, emissora líder, mix 30/10) e MT Interior (5 cidades) tem CPP R$ 280 (bruto, TV local Cuiabá + VG + Rondonópolis + Sinop + Tangará), então investimento em TV nessas praças sem CPM digitado infere TRP automaticamente. Nas demais (RJ Capital, BR Nacional) sem CPP fechado, informe TRP direto ou CPP. A ferramenta compara o CPP implícito (inv ÷ TRP) com a faixa da praça e avisa quando sai da faixa (não bloqueia).

MT Interior (5 cidades) reúne Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, Sinop e Tangará da Serra. Universo IBGE 2024. Sem TGI local: penetração e correlações entre meios usam BR Nacional como proxy (declarado no seletor e na aba Benchmarks).

HH ABC 35+ (Homens 35+) é um público só disponível no BR Nacional. Universo 44.974.918 pessoas, fonte IBGE (base de homens 35+). O rótulo "ABC" vem do target de mídia; a fonte IBGE não aplica corte de classe. Sem calibração TGI por público: todas as mídias caem no fallback de praça BR com aviso "não calibrado por público".

· TRP / GRP

Total de exposições do público alvo em pontos. 1 TRP = 1% do público alvo recebeu 1 exposição.

TRP = Alcance % × Frequência média = Investimento × 100.000 ÷ (CPM × Público alvo)

Pode ser input (especialmente pra TV, vindo do IBOPE) ou calculado a partir de Investimento e CPM.

Exemplo: 75% de Alcance com Frequência média 5 dá 375 TRPs.

Quando o número fica estranho:

  • TRP acima de 1500 num único veículo: confirma se não é a soma do plano todo.
  • TRP em mídia digital muitas vezes não é métrica nativa. O sistema converte pra TRP equivalente pra usar a mesma curva.

· Impactos

Total de exposições da campanha. Uma pessoa pode contar várias vezes.

Impactos = TRP × Público alvo ÷ 100 = Pessoas alcançadas × Frequência média

Exemplo: 75% de Alcance num público de 3 milhões com Frequência 5 dá 11.25 milhões de impactos.

Quando o número fica estranho: impactos é número grande por natureza. Suspeita só se for ordem de magnitude descolada (bilhões em campanha local).

· Sobreposição entre mídias

Quanto uma mídia adicional atinge gente diferente das outras do plano.

A combinação usa RCIA (independência condicional restrita ao universo consumidor de cada mídia). Em vez de uma matriz fixa de dedup, cada par de mídias entra com a correlação real de consumo, medida no TGI Brasil 2026 R1 (Kantar IBOPE): pessoas que consomem CTV têm alta chance de consumir Digital Video, então CTV + Video dedupa forte. Pessoas de OOH e TikTok têm pouca sobreposição de hábito, então somam quase linear.

Como o combinado sai: a calculadora simula 100 mil pessoas, cada uma com um perfil de consumo cruzado calibrado no TGI, e conta em quantas o plano bateu pelo menos uma vez. O número que você vê é essa contagem.

Contribuição por mídia: a coluna contrib mostra alcance incremental real (combinado do plano menos combinado sem aquela mídia). Se uma linha contribui 2% de alcance novo, tirar ela do plano derruba o combinado em exatamente 2 pp.

· RCIA (Restricted Conditional Independence)

Método publicado pelo Google para o Reach Planner e adotado pela Nielsen ONE. A ideia: cada mídia só alcança quem consome o veículo. Dado que a pessoa é consumidora, o "ser alcançada" é independente entre mídias (parte "conditional independence"). O que amarra as mídias é a correlação de consumo entre os veículos (parte "restricted" ao universo consumidor).

As correlações vêm do cruzamento de indicadores de consumo no TGI (par a par, tetracóricas). Não são valores chutados: se o TGI mostra que 62% dos consumidores de CTV também consomem Digital Video, essa é a correlação que entra na conta.

A simulação é determinística (mesmo plano, mesmo resultado) e roda em menos de 200 ms.

· Curvas calibradas: YouTube e Meta

As curvas do YouTube e do Meta vêm de fit direto sobre os simuladores oficiais das plataformas (Google Reach Planner e Meta Reach Planner, export de 09/07/2026). O erro médio do ajuste é 3,3% pro YouTube e 3,9% pro Meta.

Premissa de transferência: a velocidade e a forma da curva vêm do fit nacional e valem pra qualquer praça e público. O teto é cortado pela penetração local do meio via TGI (regra de teto efetivo). Ex.: Meta em SP Capital tem teto base 81,5% e penetração 73,3%, então o teto efetivo cai pra 73,3%.

Janela de referência: a curva do Meta é medida em flight de 31 dias. Planos mais curtos (ex.: 7 dias) alcançam menos no mesmo TRP e serão calibrados numa próxima versão.

O canal Digital Video segue como canal genérico de vídeo programático (parâmetros de referência interna); YouTube é canal separado com curva própria.

· CPM dinâmico por profundidade de TRP

Pra YouTube e Meta, o CPM efetivo cresce com a profundidade da compra (quanto mais share do universo você compra, mais caro fica o leilão). Quando a linha entra só com investimento (sem CPM), a calculadora resolve o TRP na curva de CPM da plataforma e devolve o CPM efetivo usado.

CPM digitado sempre vence: se o planner tem CPM negociado, é só preencher o campo CPM e o número entra direto, sem passar pela curva.

A curva é indexada por TRP (share do universo), não por reais absolutos, então transfere pra qualquer praça e target; o que muda entre praças é o universo. Fonte: Google e Meta Reach Planner, exports de 09/07/2026.

· Meta: fator de entrega por modo de compra

A curva Hill do Meta reflete a promessa do Reach Planner. Backtest interno WE (abr a jun de 2026, 11 campanhas nacionais de anunciantes diversos, verificado = reach uniques do Ads Manager sobre Total 18+ BR) mostrou que o desvio depende do MODO DE COMPRA, não da profundidade de TRP.

Fator k = alcance verificado dividido pelo alcance previsto pelo kernel (média geométrica):

  • Alcance broad nacional: k = 0,85 (n = 5, faixa 0,62 a 1,14). Default.
  • Otimização por video views: k = 0,70 (n = 3, faixa 0,64 a 0,78).
  • Alcance em audiência segmentada: k = 0,55 (n = 3, faixa 0,45 a 0,61).

O fator entra multiplicando o alcance da linha Meta depois da curva Hill e do teto efetivo. TRP, impactos, CPM e a curva de CPM dinâmico não mudam; a frequência média sobe porque as mesmas impressões atingem menos pessoas únicas. O alcance ajustado é o que alimenta a combinação RCIA e a curva Reach @ N+.

Racional: compra broad bem operada chega a superar a previsão da plataforma; refit da curva puniria o cenário certo. O fator castiga só os modos de compra que realmente entregam menos uniques que o planner promete. Os fatores são re-estimados trimestralmente.

· Mídia líder

A mídia com maior alcance individual no plano. Vira a âncora do cálculo combinado.

Líder = mídia que tem maior Alcance % individual

Detecção automática. Geralmente é a TV em planos com TV. Em planos só digitais, costuma ser Meta ou Digital Video.

Por que importa: o cálculo combinado constrói em camadas. A líder ancora, e cada mídia adicional contribui só com a parcela de audiência nova que ela traz. Se a líder muda (ex: você zerou TV), o número total muda mesmo com o resto do plano igual.

· Curva de saturação

Cada mídia tem uma curva que liga TRP a Alcance %. No começo, cada R$ traz muita gente nova. Depois satura.

A curva tem 3 parâmetros internos:

  • Teto: o alcance máximo que aquela mídia consegue, mesmo com investimento infinito. Pode ser 60% (nicho) até 92% (TV em praça grande).
  • Velocidade: quão rápido a curva sobe. Velocidade baixa significa que pouco TRP já traz muito Alcance.
  • Forma: como a curva curva. Forma maior significa subida mais íngreme no começo e saturação mais brusca.

Esses 3 parâmetros estão calibrados pra mercado brasileiro 2026 e podem ser editados na aba Parametros. A aba Detalhamento mostra a curva visualmente.

· Alcance combinado

Quantas pessoas únicas o plano todo alcançou, sem contar duas vezes.

Como o cálculo funciona, em palavras: a calculadora simula 100 mil pessoas do público alvo, cada uma com um perfil de consumo de mídia calibrado no TGI (quem consome TV também consome CTV? consome rádio? etc.). Pra cada pessoa, checa se o plano bateu ela em pelo menos uma mídia. O alcance combinado é a fração de pessoas que foram atingidas.

Exemplo: TV alcança 70%, OOH alcança 30%. Como TV e OOH têm pouca correlação de consumo, boa parte do público de OOH não foi pego pela TV. Combinado sobe pra faixa de 75 a 78%. Já Digital Video + Meta, que têm consumo cruzado alto (correlação ~0.76), dedupa muito mais.

· Universo / Público alvo

Total de pessoas no segmento escolhido. Ex: SP A+B 25+ tem 3.304.339 pessoas. Vem da base TGI (Kantar) calibrada pra 2026.

Quando o número fica estranho: confirme que a praça e o demo estão certos. SP capital é diferente de SP estado. A+B 25+ é diferente de A+B 25-44.

· Penetração

Que % do público alvo consome cada mídia. Define o teto da curva daquela mídia naquele público.

Exemplo: TV aberta no SP capital tem penetração ~75%. Significa que mesmo com investimento infinito, TV aberta alcança no máximo 75% do público de SP capital. O outro 25% não consome o veículo.

· 1 − contrib (engrenagem interna)

Probabilidade de uma pessoa NÃO ser alcançada por uma mídia específica. Você não precisa olhar isso pra usar a ferramenta, mas existe numa coluna helper porque é a peça que faz o dedup do alcance combinado funcionar.

Em palavras: pra calcular quantas pessoas únicas o plano alcança, precisamos primeiro saber qual a chance de cada pessoa escapar de cada mídia. Multiplicando essas chances, achamos a chance dela escapar de todas. O complementar é o Alcance combinado.

Lógica em 4 passos

1. Cada mídia tem sua curva

Cada mídia (TV, OOH, Meta, etc) tem uma curva de saturação que mostra: quanto mais investe, mais alcance. No início, cada R$ traz muita gente nova. Depois, satura (já alcançou os mais fáceis de pegar). Cada curva tem 3 parâmetros internos: Teto, Velocidade e Forma.

2. O cálculo combina sem contar duas vezes

Quando você usa várias mídias, a mesma pessoa pode aparecer em mais de uma. A calculadora desconta essa sobreposição (que você vê na aba Parametros). O resultado é gente única alcançada.

3. A mídia líder vira base

Geralmente a TV é a mídia com maior alcance individual. Ela vira a base do cálculo, e as outras mídias adicionam audiência nova em cima dela.

4. Frequência ideal vem do contexto

A base universal é 3 vezes, regra clássica de mídia. Mas marca em lançamento precisa mais. Conversão precisa mais. Mensagem complexa precisa mais. Você responde 6 perguntas na aba Frequência e o número se ajusta.

Quando duvidar do número

Pequeno checklist pra rodar antes de mandar o resultado pra reunião.

Alcance bateu 100%

Provavelmente um destes:

  • Universo subdimensionado (escolheu um demo muito pequeno).
  • TRP digitado errado pra cima.
  • Penetração de alguma mídia setada acima de 100% na aba Parametros.

Frequência média acima de 50

Provavelmente TRP digitado errado pra cima. Confere se você não somou TRP do plano todo num veículo só.

Reach @ 3+ muito menor que Reach @ 1+

Plano com cobertura alta mas pouca repetição. Pode ser intencional (campanha de awareness) ou indício de que você espalhou demais. Se a Frequência ideal saiu em 3 ou mais, considere concentrar budget em menos mídias ou aumentar a janela.

Mudei uma mídia e o total piorou

Se você zerou a mídia líder, o ranking muda e outra mídia vira a líder, com curva diferente. O Alcance combinado pode cair ou subir de forma não-intuitiva. Confira a aba Detalhamento pra ver qual é a líder atual.

CPM ficou estranho

CPM calc fora do padrão da categoria quase sempre é erro de input. Confere:

  • Você forneceu Investimento e Impactos, e o sistema calculou o CPM? Provavelmente Impactos está em ordem de magnitude errada.
  • Você forneceu CPM e TRP, e o Investimento calc ficou absurdo? Mesma checagem invertida.

Cenário A bate Cenário B em Alcance % mas perde em Reach @ 5+

Acontece. Plano com mais mídias e budget espalhado costuma ter Alcance % mais alto, mas Frequência média mais baixa. Plano concentrado em poucas mídias costuma ter Alcance % menor e Frequência maior. Pra defender, mostra os dois lado a lado na aba Cenários.

Frequência-alvo (scorecard)

A aba Frequência responde uma pergunta só: qual frequência ideal usar no plano. Você pontua 19 fatores de marca, comunicação e competição de 1 a 5 e a ferramenta devolve a frequência efetiva alvo. Esse número vira o N do Reach @ N+.

A fórmula

Cada fator recebe um score de 1 a 5 e o peso do score é (score + 2): score 1 pesa 3, score 5 pesa 7. A frequência-alvo é a soma de (score × peso) dividida pela soma dos scores. Por construção o resultado fica entre 3,0 (tudo 1) e 7,0 (tudo 5). A tela mostra o alvo com 1 decimal e o inteiro que vai pro plano (exemplo: alvo 5,8, aplica N=6).

Como ler o número

3,0 a 4,0: sustentação. 4,1 a 5,5: padrão competitivo. 5,6 a 7,0: pressão alta (marca nova, mensagem complexa ou concorrência pesada).

Nota de fidelidade

A planilha de referência de mercado que popularizou esse scorecard tem um erro de fórmula nas 4 últimas linhas da matriz: o peso ficou fixo em 3 por arrasto de célula. Com esse erro o exemplo dela fecha em 344 ÷ 64 = 5,375. Com a fórmula correta do método, o mesmo preenchimento dá 374 ÷ 64 = 5,84. O TrueReach usa a fórmula correta.

Procedência

Hipótese estruturada, não dado empírico: é uma heurística de decisão padronizada (base de 1982, operacionalização WE 2026). O scorecard não substitui teste de frequência real. Quando existir estudo de desgaste da campanha do anunciante, o estudo vence o scorecard.

Eficiência e otimização

O painel "Eficiência do mix" compara os canais do plano numa moeda comum que já desconta a sobreposição entre mídias. Uma linha por canal ligado.

R$ por ponto de alcance incremental

É a métrica-mãe: investimento da linha dividido pelo alcance incremental dela. O incremental sai do próprio cálculo do plano: alcance combinado menos o alcance combinado sem aquele canal (leave-one-out na simulação de dedup). Ou seja, quanto custa cada ponto percentual que só aquele canal entrega. Quando o incremental fica abaixo de 0,05 pp, a tabela mostra "saturado": a divisão explode e não significa nada.

CPP no universo total

Investimento dividido pelos pontos de rating calculados sobre o universo total da praça (impactos ÷ universo × 100). Como todos os canais usam a mesma base, o número é comparável entre eles, diferente do TRP de cada meio na base consumidora dele.

Otimizador

O botão "Otimizar mix" testa realocações de verba mantendo o total exato. O algoritmo é guloso: a cada rodada avalia mover o passo de verba de cada canal pra cada outro canal, aplica o melhor movimento e repete, até 60 rodadas ou até nenhum movimento render mais que 0,01 pp. Passo padrão: o maior entre R$ 50 mil e 2,5% do investimento total, editável. Objetivo: alcance 1+ ou alcance na frequência ideal.

Canais travados não cedem nem recebem verba (útil pra TV já negociada). Linhas de OOH resolvidas por circuito físico entram travadas: ali a alavanca é pontos e semanas, não verba. Pra rodar rápido, a busca usa uma simulação reduzida de 20 mil amostras (mesma semente, mesmo determinismo) e o resultado final é reavaliado com a simulação cheia de 100 mil.

Limites

É ótimo local, não global: o guloso para no primeiro ponto onde nenhum movimento único melhora. Não considera mínimos de negociação, share obrigatório de veículo, metas de frequência por canal nem prazo de compra. Trate a saída como argumento de discussão, não como plano fechado.

OOH por formato

OOH deixou de ser um bloco único. Agora são 9 formatos (rua, metrô, trem, ônibus, shopping, academia, edifícios, aeroporto, carro de app), cada um com teto próprio e entrada por circuito físico. O bloco antigo continua na lista como OOH (legado) pra não quebrar plano salvo.

De onde vem o teto

Cada formato tem uma penetração de 30 dias medida no TGI Brasil TG BR (Kantar IBOPE), bateria "viu publicidade no formato nos últimos 30 dias", export de 26/08/2026. Essa penetração é o teto: o plano não alcança mais gente do que a que circula por aquele tipo de ponto. Praça do app vira praça TGI assim: SP Capital usa RM São Paulo, RJ Capital usa RM Rio de Janeiro, BR Nacional usa BR Total e MT Interior usa BR Total como proxy declarado.

A curva é de pontos, não de GRP

O alcance de OOH é dirigido pela dispersão do circuito, não pelo peso. Evidência da base: 144 abrigos espalhados por São Paulo alcançam 20% da praça em 7 dias com GRP 68, enquanto 51 abrigos concentrados num único corredor premium alcançam 3,1% em 21 dias com GRP 89. Mesmo GRP, alcances 6 vezes diferentes.

alcance% = teto TGI × build-up(semanas) × pontos ÷ (pontos + vPontos)

O vPontos é o número de pontos que entrega metade do teto. Fit sobre 7 pontos observados de propostas reais (base de calibração de 36 PIs, 27/08/2026): relógios de rua, 50 faces, 4 semanas, observado 9,64% e erro do modelo +1%; shopping, 39 pontos, 10 semanas, observado 7,8% e erro +4%; edifícios, 1.383 prédios, observado 1,7% e erro -15%; edifícios, 895 prédios, observado 0,79% e erro +23%. Rua, shopping e edifícios ficam marcados como CALIBRADO. Metrô, trem, ônibus, academia, aeroporto e carro de app não têm ponto observado válido e ficam como HIPÓTESE declarada.

Build-up no tempo

O mesmo circuito acumula gente nova ao longo das semanas. Lei de potência calibrada no par mensal contra semestral do mesmo circuito (30 dias 7,2% contra 182 dias 18,9%, razão 2,63), normalizada em 4 semanas, que é a janela de 30 dias do TGI, e travada em 2,6.

build-up(semanas) = min((semanas ÷ 4) ^ 0,516 ; 2,6)

Circuito de corredor

Circuito concentrado satura no universo do próprio corredor. Fit: 18 pontos e 51 pontos na mesma região premium entregam os mesmos 3% (erros -6% e +13%). Por isso o modo corredor limita o alcance a 13% do teto do formato e satura com poucos pontos. Cobertura espalhada usa a curva cheia.

Duas limitações declaradas

  • Cobertura densa em janela curta: o modelo subestima. Circuito com mais de 100 pontos rodando 1 semana tem ponto observado de 20,25% contra 9,05% modelado. Premissa deliberadamente conservadora até haver mais pontos de fit nessa faixa.
  • Impacto de fornecedor é OTS modelado e varia de metodologia. Um fornecedor declarou 57,8% de alcance num circuito de trem cujo teto TGI é 17%, ou seja, 3,4 vezes o máximo possível. Outro declarou 166 mil impactos por tela por dia num aeroporto que a ANAC registra com 67 mil passageiros por dia. O teto TGI corta o primeiro caso; o fluxo por ponto é editável pra você corrigir o segundo.

Como usar na calculadora

Liga o formato, abre a linha e preenche Pontos, Fluxo por dia (já vem com a mediana das PIs), Semanas e Circuito. O status vira "OK · via Pontos+Fluxo", os impactos saem de pontos × fluxo × 7 × semanas e o investimento sai do CPM. Se você preencher só investimento e CPM, sem pontos, a linha cai na curva de fallback do formato, que reproduz a curva de pontos assumindo fluxo default, cobertura e 4 semanas.

Importar plano de Excel

Se você já tem o plano montado num Excel da agência, mesmo bagunçado com várias abas e colunas extras, não precisa redigitar tudo aqui. O fluxo é:

  1. Abra um projeto novo no Claude (ou outro assistente de IA que aceite anexar arquivos).
  2. Anexe o Excel.
  3. Cole o prompt de conversão. Você pega esse prompt com o time da WE Mídia ou consulta o repositório interno do TrueReach.
  4. Responda às perguntas que o Claude fizer. Geralmente praça, público alvo, janela em semanas, e eventual mídia que apareceu no Excel sem bater no mapa canônico das 8 mídias do TrueReach.
  5. Copie o JSON gerado.
  6. Aqui no TrueReach, clique no botão Importar plano no topo, escolha a aba Colar JSON, cole, confirme.

Pronto. Os 4 big numbers atualizam com seu plano carregado.

Se algum número ficar estranho no resultado, volte ao Claude e refine. Provavelmente CPM ou TRP foi normalizado errado. Você pode repetir o ciclo sem perder nada, é só importar de novo.

Schema mínimo aceito

Cola este JSON no campo de importação pra ver funcionando:

{
  "v": 1,
  "config": { "praca": "SP_CAPITAL", "publico": "AB_25", "janelaSem": 12 },
  "midias": {
    "TV_ABERTA": { "on": true, "inv": 2800000, "trp": 1200 },
    "META": { "on": true, "inv": 1400000, "cpm": 18 }
  }
}

Campos obrigatórios:

  • v: 1 (versão do schema)
  • config.praca (uma de SP_CAPITAL, RJ_CAPITAL, BR)
  • config.publico (uma de AB_25, ABC_2054, AB_18, TOTAL_18)
  • config.janelaSem (inteiro positivo, semanas)
  • Pelo menos uma mídia ligada com 2 dos 6 KPIs preenchidos

Campos opcionais:

  • meta (nome do plano, notas, data de criação). Bom pra arquivar.
  • config.freqIdeal (se omitido, usa 3).
  • Mídias omitidas viram on: false automaticamente.

Mídias válidas: TV_ABERTA, CTV_BVOD, DIGITAL_VIDEO, META, TIKTOK, DISPLAY, OOH, RADIO.

Exportar de volta

O botão Exportar JSON salva o estado atual da calculadora num arquivo .json versionado. Útil pra:

  • Arquivar cenários e versionar planos por data.
  • Passar pra outro membro do time importar no TrueReach dele.
  • Fazer backup antes de testar uma configuração arrojada.

O arquivo exportado pode ser re-importado a qualquer momento, reproduzindo o cenário exato (round-trip garantido).

Mensagens de erro comuns

  • "Versão de schema não suportada": o JSON não tem v: 1. Confira o campo de versão.
  • "Mídia X não existe": você usou uma chave fora da lista canônica. Use apenas as 8 mídias listadas acima.
  • "Praça/público inválido": o valor não bate com os enums aceitos. Confira a tabela acima.
  • "Mídia ligada sem KPIs suficientes": mídia com on: true precisa de pelo menos 2 dos 6 KPIs (Inv, CPM, TRP, Alcance%, Reach#, Impactos).
  • "Arquivo muito grande": limite 100KB. Plano normal pesa menos de 5KB. Se passou, provavelmente tem dado lixo no JSON.

Adicionar dados novos

Se você precisa testar uma praça, público ou mídia que ainda não está na lista, baixe o template Excel no botão Adicionar dados do header. Preencha as abas relevantes seguindo os exemplos, importe de volta, e os novos itens aparecem nos selects da calculadora com badge Custom.

Os dados ficam salvos no seu navegador. Pra compartilhar com colega, mande o template preenchido por e-mail. Ele baixa, importa, fica com os mesmos itens disponíveis.

Cuidado ao compartilhar plano via link: se você usa mídia ou praça custom, o destinatário precisa importar o mesmo template antes de abrir, senão o link mostra erro.

Base técnica

Pra quem quiser ir mais a fundo.

O TrueReach usa modelos consolidados na indústria publicitária. Curvas de saturação por mídia, deduplicação por sobreposição entre veículos, e distribuição de frequência via Poisson são os mesmos métodos usados em ferramentas de mercado como o Reach Planner do Google e o Nielsen ONE.

A calibração de Frequência ideal por contexto segue princípios consolidados de pesquisa em publicidade (sem entrar em nomes próprios aqui, pra não pesar a leitura).

Os 3 parâmetros internos de cada curva (Teto, Velocidade, Forma) e a matriz de sobreposição 8 × 8 foram calibrados pra realidade brasileira de mídia 2026, com dados TGI Kantar e benchmarks de mercado.

Se você precisa defender o método numa reunião técnica, fale com o time de Inteligência da WE. Eles têm o memorial técnico completo com referências bibliográficas.

Histórico de versão

v1.0: lançamento interno WE Mídia. 8 mídias, 3 praças (SP, RJ, BR), 4 big numbers, Reach @ N+ via Poisson, cenários comparativos até 5.

Onde reportar problema

Bugs, números estranhos, sugestões: fala com o Luca ou abre um ticket no Notion da WE Mídia.